{"id":1525,"date":"2025-09-15T10:47:35","date_gmt":"2025-09-15T10:47:35","guid":{"rendered":"https:\/\/adcapspi.org.br\/site\/?p=1525"},"modified":"2025-09-15T10:47:35","modified_gmt":"2025-09-15T10:47:35","slug":"leia-o-editorial-que-o-jornal-estado-de-sao-paulo-publicou-correios-rumo-ao-precipicio-e-o-manifesto-da-adcap","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adcapspi.org.br\/site\/leia-o-editorial-que-o-jornal-estado-de-sao-paulo-publicou-correios-rumo-ao-precipicio-e-o-manifesto-da-adcap\/","title":{"rendered":"Leia o Editorial que o Jornal Estado de S\u00e3o Paulo publicou, \u201cCorreios rumo ao precip\u00edcio\u201d e o manifesto da ADCAP"},"content":{"rendered":"<p><strong>Correios rumo ao precip\u00edcio<\/strong><\/p>\n<p><em>Retirada da lista de privatiza\u00e7\u00f5es no in\u00edcio da atual gest\u00e3o de Lula, a estatal multiplica preju\u00edzos bilion\u00e1rios na pior crise de sua hist\u00f3ria e continua sob disputa de PT e Uni\u00e3o Brasil<\/em><\/p>\n<p>O extraordin\u00e1rio rombo dos Correios no primeiro semestre deste ano, mais do que o triplo do preju\u00edzo bilion\u00e1rio do mesmo per\u00edodo do ano passado, dirimiu qualquer d\u00favida \u2013 se \u00e9 que ainda restava alguma \u2013 sobre a viabilidade de manter a empresa sob controle estatal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O saldo deficit\u00e1rio de janeiro a julho, de R$ 4,37 bilh\u00f5es, n\u00e3o apenas escancarou a piora em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 primeira metade de 2024 (R$ 1,35 bilh\u00e3o negativo) como j\u00e1 representa aumento de quase 70% em rela\u00e7\u00e3o ao preju\u00edzo de todo o ano passado, de R$ 2,6 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Trata-se de uma derrocada espantosa, que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, candidamente atribuiu \u00e0 permiss\u00e3o para que outras empresas ingressassem no mercado de entrega de encomendas, deixando aos Correios o \u201cpassivo de ter de entregar cartas nas regi\u00f5es mais remotas do Pa\u00eds\u201d. Se o ministro realmente cr\u00ea nessa tese n\u00e3o se sabe, mas foi a desculpa que usou, em entrevista \u00e0 Rede Bandeirantes, ao alegar que os Correios ficam \u201ccom o osso\u201d enquanto outras empresas dividem \u201co fil\u00e9 mignon e a picanha\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ora, \u201centregar cartas em regi\u00f5es mais remotas\u201d n\u00e3o justifica um preju\u00edzo equivalente a mais da metade do faturamento dos Correios, da ordem de R$ 8,2 bilh\u00f5es. Ademais, a rigor, n\u00e3o havia monop\u00f3lio sobre a entrega de encomendas, raz\u00e3o pela qual empresas privadas do setor h\u00e1 d\u00e9cadas atuam livremente no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O que o ministro Haddad n\u00e3o pode admitir, porque \u00e9 petista, \u00e9 que o rombo dos Correios \u00e9 resultado da submiss\u00e3o da empresa a interesses pol\u00edtico-partid\u00e1rios, como s\u00f3i acontecer com quase todas as estatais, especialmente quando est\u00e3o sob comando do PT ou de seus associados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que sob a gest\u00e3o Lula a companhia vive o pior momento de sua hist\u00f3ria, na situa\u00e7\u00e3o incomum de permanecer h\u00e1 mais de dois meses sob uma presid\u00eancia demission\u00e1ria. No in\u00edcio de julho, Fabiano Silva dos Santos entregou a Lula sua carta de demiss\u00e3o, mas est\u00e1 sendo mantido at\u00e9 a escolha do sucessor, cargo disputado entre o PT e o Uni\u00e3o Brasil, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Eis a\u00ed o retrato da situa\u00e7\u00e3o que desembocou no balan\u00e7o deficit\u00e1rio dos Correios, que o advogado Fabiano dos Santos por certo esperava sanar com seu MBA em Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica de Empresas. O loteamento de cargos, a disputa pol\u00edtica, a gest\u00e3o de neg\u00f3cios submetida a interesses do governo de ocasi\u00e3o s\u00e3o problemas que atingem n\u00e3o apenas a empresa, mas tamb\u00e9m seu fundo de pens\u00e3o \u2013 basta lembrar que o Postalis j\u00e1 foi e ainda \u00e9 investigado por malversa\u00e7\u00e3o de recursos, tendo ex-diretores j\u00e1 condenados pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A diretoria dos Correios \u00e9 dividida entre ungidos pelo PT e pelo Uni\u00e3o Brasil e a expectativa \u00e9 de que saia desse grupo o nome do novo presidente da empresa. N\u00e3o \u00e9 preciso ser profeta para prever que a mudan\u00e7a na dire\u00e7\u00e3o nada representar\u00e1 \u2013 a n\u00e3o ser, talvez, para os principais interessados no controle da empresa. A transfer\u00eancia \u00e0 iniciativa privada, em modelo que preserve a universalidade do servi\u00e7o postal ou at\u00e9 mesmo a fragmenta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, como cogitado no programa que vinha sendo desenhado no BNDES, \u00e9 o \u00fanico caminho poss\u00edvel para recuperar a empresa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao inv\u00e9s disso, as solu\u00e7\u00f5es buscadas s\u00e3o de mais endividamento, como o empr\u00e9stimo de R$ 4 bilh\u00f5es que est\u00e1 sendo negociado com o Banco do Brics \u2013 presidido pela petista Dilma Rousseff \u2013 e\/ou aporte de valor semelhante pelo governo, que j\u00e1 n\u00e3o tem de onde tirar recursos para as pr\u00f3prias necessidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Disputando mercado com empresas que investiram pesado em tecnologia para concorrer na entrega de encomendas, aproveitando a explos\u00e3o do com\u00e9rcio digital, os Correios marcham celeremente para a obsolesc\u00eancia, ditada pela ideologia de um governo incapaz de acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o da sociedade. A situa\u00e7\u00e3o da estatal de fato \u201cinspira cuidados\u201d, para usar a express\u00e3o do ministro Haddad, mas n\u00e3o apenas isso. Exige dos agentes p\u00fablicos a responsabilidade de propor a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para manter seu funcionamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>E a ADCAP se manifestou por meio da carta abaixo:<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Carta ao Editor do Estad\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>Correios: A Sensatez da Gest\u00e3o Profissional<\/strong><\/p>\n<p>O recente editorial do Estad\u00e3o, intitulado \u201cCorreios rumo ao precip\u00edcio\u201d, traz n\u00fameros que pintam um quadro dram\u00e1tico da situa\u00e7\u00e3o da empresa: um preju\u00edzo de R$ 4,37 bilh\u00f5es de janeiro a julho de 2025 e o risco iminente de um rombo no caixa. A derrocada da empresa \u00e9, de fato, espantosa. No entanto, o diagn\u00f3stico e a solu\u00e7\u00e3o propostos pelo jornal \u2014 que se resumem a clamar pela privatiza\u00e7\u00e3o \u2014 ignoram a causa-raiz da crise e o potencial de revers\u00e3o da empresa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A narrativa de que o controle estatal \u00e9 invi\u00e1vel para o setor postal \u00e9 refutada pelo pr\u00f3prio mercado. O setor, especialmente impulsionado pelo com\u00e9rcio eletr\u00f4nico, est\u00e1 em forte e cont\u00ednua expans\u00e3o. Se empresas privadas conseguem prosperar nesse ambiente, n\u00e3o h\u00e1 justificativa t\u00e9cnica para que os Correios, com sua capilaridade e capacidade log\u00edstica, n\u00e3o o fa\u00e7am. A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 se a empresa pode ser vi\u00e1vel, mas por que, em um mercado t\u00e3o promissor, ela est\u00e1 falhando.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Estad\u00e3o acerta ao identificar o rombo como consequ\u00eancia da \u201csubmiss\u00e3o da empresa a interesses pol\u00edtico-partid\u00e1rios\u201d e ao \u201cloteamento de cargos\u201d, mas erra ao concluir que a privatiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o \u00fanico caminho. A verdadeira solu\u00e7\u00e3o reside em atacar a causa-raiz que o pr\u00f3prio jornal identifica: a desprofissionaliza\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o. O problema n\u00e3o \u00e9 a natureza p\u00fablica da empresa, mas a falta de compet\u00eancia e compromisso daqueles que a dirigem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A ADCAP defende que os Correios n\u00e3o precisam ser privatizados para se salvarem; precisam ser capitalizados e, acima de tudo, ter uma gest\u00e3o profissional. O aporte de recursos do Tesouro, que o Estad\u00e3o corretamente aponta como algo incontorn\u00e1vel no curto prazo, n\u00e3o seria um \u201csubs\u00eddio \u00e0 inefici\u00eancia\u201d, mas sim um investimento estrat\u00e9gico para sanear o passivo e regularizar as contas, um pr\u00e9-requisito para qualquer plano de recupera\u00e7\u00e3o. Assim, o governo, como acionista, cumpriria seu papel de garantir a viabilidade da empresa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o sobre o servi\u00e7o universal \u00e9 outro ponto central. O Estad\u00e3o questiona a tese de que o servi\u00e7o em regi\u00f5es remotas \u00e9 a causa do preju\u00edzo, e n\u00f3s concordamos. O servi\u00e7o universal \u00e9 um passivo, sim, mas \u00e9 uma pequena parte do problema. A vasta rede de ag\u00eancias e o alcance em todos os munic\u00edpios brasileiros s\u00e3o, na verdade, os ativos mais valiosos dos Correios. Uma gest\u00e3o competente saberia monetizar essa infraestrutura, transformando-a em uma fonte de receita para financiar o servi\u00e7o social. Modelos internacionais de sucesso, como o da Deutsche Post DHL ou da La Poste na Fran\u00e7a, demonstram que uma empresa postal pode ser lucrativa e, ao mesmo tempo, cumprir sua fun\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o para a crise dos Correios n\u00e3o \u00e9 ideol\u00f3gica, mas t\u00e9cnica. \u00c9 urgente que o Governo Federal nomeie uma diretoria e uma presid\u00eancia com profundo conhecimento do setor e que estejam focadas na recupera\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o em agendas pol\u00edticas. O futuro da maior empresa de log\u00edstica do pa\u00eds depende da sensatez de uma gest\u00e3o que coloque a compet\u00eancia acima da conveni\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Roberval Borges Correa<\/em><br \/>\n<em>Presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Profissionais dos Correios (ADCAP)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Correios rumo ao precip\u00edcio Retirada da lista de privatiza\u00e7\u00f5es no in\u00edcio da atual gest\u00e3o de Lula, a estatal multiplica preju\u00edzos bilion\u00e1rios na pior crise de sua hist\u00f3ria e continua sob disputa de PT e Uni\u00e3o Brasil O extraordin\u00e1rio rombo dos Correios no primeiro semestre deste ano, mais do que o triplo do preju\u00edzo bilion\u00e1rio do mesmo per\u00edodo do ano passado, dirimiu qualquer d\u00favida \u2013 se \u00e9 que ainda restava alguma \u2013 sobre a viabilidade de manter a empresa sob controle estatal. &nbsp; O saldo deficit\u00e1rio de janeiro a julho, de R$ 4,37 bilh\u00f5es, n\u00e3o apenas escancarou a piora em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 primeira metade de 2024 (R$ 1,35 bilh\u00e3o negativo) como j\u00e1 representa aumento de quase 70% em rela\u00e7\u00e3o ao preju\u00edzo de todo o ano passado, de R$ 2,6 bilh\u00f5es. &nbsp; Trata-se de uma derrocada espantosa, que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, candidamente atribuiu \u00e0 permiss\u00e3o para que outras empresas ingressassem no mercado de entrega de encomendas, deixando aos Correios o \u201cpassivo de ter de entregar cartas nas regi\u00f5es mais remotas do Pa\u00eds\u201d. Se o ministro realmente cr\u00ea nessa tese n\u00e3o se sabe, mas foi a desculpa que usou, em entrevista \u00e0 Rede Bandeirantes, ao alegar que os Correios ficam \u201ccom o osso\u201d enquanto outras empresas dividem \u201co fil\u00e9 mignon e a picanha\u201d. &nbsp; Ora, \u201centregar cartas em regi\u00f5es mais remotas\u201d n\u00e3o justifica um preju\u00edzo equivalente a mais da metade do faturamento dos Correios, da ordem de R$ 8,2 bilh\u00f5es. Ademais, a rigor, n\u00e3o havia monop\u00f3lio sobre a entrega de encomendas, raz\u00e3o pela qual empresas privadas do setor h\u00e1 d\u00e9cadas atuam livremente no Pa\u00eds. &nbsp; O que o ministro Haddad n\u00e3o pode admitir, porque \u00e9 petista, \u00e9 que o rombo dos Correios \u00e9 resultado da submiss\u00e3o da empresa a interesses pol\u00edtico-partid\u00e1rios, como s\u00f3i acontecer com quase todas as estatais, especialmente quando est\u00e3o sob comando do PT ou de seus associados. &nbsp; O fato \u00e9 que sob a gest\u00e3o Lula a companhia vive o pior momento de sua hist\u00f3ria, na situa\u00e7\u00e3o incomum de permanecer h\u00e1 mais de dois meses sob uma presid\u00eancia demission\u00e1ria. No in\u00edcio de julho, Fabiano Silva dos Santos entregou a Lula sua carta de demiss\u00e3o, mas est\u00e1 sendo mantido at\u00e9 a escolha do sucessor, cargo disputado entre o PT e o Uni\u00e3o Brasil, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. &nbsp; Eis a\u00ed o retrato da situa\u00e7\u00e3o que desembocou no balan\u00e7o deficit\u00e1rio dos Correios, que o advogado Fabiano dos Santos por certo esperava sanar com seu MBA em Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica de Empresas. O loteamento de cargos, a disputa pol\u00edtica, a gest\u00e3o de neg\u00f3cios submetida a interesses do governo de ocasi\u00e3o s\u00e3o problemas que atingem n\u00e3o apenas a empresa, mas tamb\u00e9m seu fundo de pens\u00e3o \u2013 basta lembrar que o Postalis j\u00e1 foi e ainda \u00e9 investigado por malversa\u00e7\u00e3o de recursos, tendo ex-diretores j\u00e1 condenados pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o. &nbsp; A diretoria dos Correios \u00e9 dividida entre ungidos pelo PT e pelo Uni\u00e3o Brasil e a expectativa \u00e9 de que saia desse grupo o nome do novo presidente da empresa. N\u00e3o \u00e9 preciso ser profeta para prever que a mudan\u00e7a na dire\u00e7\u00e3o nada representar\u00e1 \u2013 a n\u00e3o ser, talvez, para os principais interessados no controle da empresa. A transfer\u00eancia \u00e0 iniciativa privada, em modelo que preserve a universalidade do servi\u00e7o postal ou at\u00e9 mesmo a fragmenta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, como cogitado no programa que vinha sendo desenhado no BNDES, \u00e9 o \u00fanico caminho poss\u00edvel para recuperar a empresa. &nbsp; Ao inv\u00e9s disso, as solu\u00e7\u00f5es buscadas s\u00e3o de mais endividamento, como o empr\u00e9stimo de R$ 4 bilh\u00f5es que est\u00e1 sendo negociado com o Banco do Brics \u2013 presidido pela petista Dilma Rousseff \u2013 e\/ou aporte de valor semelhante pelo governo, que j\u00e1 n\u00e3o tem de onde tirar recursos para as pr\u00f3prias necessidades. &nbsp; Disputando mercado com empresas que investiram pesado em tecnologia para concorrer na entrega de encomendas, aproveitando a explos\u00e3o do com\u00e9rcio digital, os Correios marcham celeremente para a obsolesc\u00eancia, ditada pela ideologia de um governo incapaz de acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o da sociedade. A situa\u00e7\u00e3o da estatal de fato \u201cinspira cuidados\u201d, para usar a express\u00e3o do ministro Haddad, mas n\u00e3o apenas isso. Exige dos agentes p\u00fablicos a responsabilidade de propor a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para manter seu funcionamento. &nbsp; E a ADCAP se manifestou por meio da carta abaixo: &nbsp; Carta ao Editor do Estad\u00e3o Correios: A Sensatez da Gest\u00e3o Profissional O recente editorial do Estad\u00e3o, intitulado \u201cCorreios rumo ao precip\u00edcio\u201d, traz n\u00fameros que pintam um quadro dram\u00e1tico da situa\u00e7\u00e3o da empresa: um preju\u00edzo de R$ 4,37 bilh\u00f5es de janeiro a julho de 2025 e o risco iminente de um rombo no caixa. A derrocada da empresa \u00e9, de fato, espantosa. No entanto, o diagn\u00f3stico e a solu\u00e7\u00e3o propostos pelo jornal \u2014 que se resumem a clamar pela privatiza\u00e7\u00e3o \u2014 ignoram a causa-raiz da crise e o potencial de revers\u00e3o da empresa. &nbsp; A narrativa de que o controle estatal \u00e9 invi\u00e1vel para o setor postal \u00e9 refutada pelo pr\u00f3prio mercado. O setor, especialmente impulsionado pelo com\u00e9rcio eletr\u00f4nico, est\u00e1 em forte e cont\u00ednua expans\u00e3o. Se empresas privadas conseguem prosperar nesse ambiente, n\u00e3o h\u00e1 justificativa t\u00e9cnica para que os Correios, com sua capilaridade e capacidade log\u00edstica, n\u00e3o o fa\u00e7am. A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 se a empresa pode ser vi\u00e1vel, mas por que, em um mercado t\u00e3o promissor, ela est\u00e1 falhando. &nbsp; O Estad\u00e3o acerta ao identificar o rombo como consequ\u00eancia da \u201csubmiss\u00e3o da empresa a interesses pol\u00edtico-partid\u00e1rios\u201d e ao \u201cloteamento de cargos\u201d, mas erra ao concluir que a privatiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o \u00fanico caminho. A verdadeira solu\u00e7\u00e3o reside em atacar a causa-raiz que o pr\u00f3prio jornal identifica: a desprofissionaliza\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o. O problema n\u00e3o \u00e9 a natureza p\u00fablica da empresa, mas a falta de compet\u00eancia e compromisso daqueles que a dirigem. &nbsp; A ADCAP defende que os Correios n\u00e3o precisam ser privatizados para se salvarem; precisam ser capitalizados e, acima de tudo, ter uma gest\u00e3o profissional. O aporte de recursos do Tesouro, que o Estad\u00e3o corretamente aponta como algo incontorn\u00e1vel no curto prazo, n\u00e3o seria um \u201csubs\u00eddio \u00e0 inefici\u00eancia\u201d, mas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"0","ocean_second_sidebar":"0","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"0","ocean_custom_header_template":"0","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"0","ocean_menu_typo_font_family":"0","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"0","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[19,13,28],"tags":[],"class_list":["post-1525","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-correios","category-noticias","category-privatizacao","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adcapspi.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1525","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/adcapspi.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adcapspi.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcapspi.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adcapspi.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1525"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/adcapspi.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1525\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1526,"href":"https:\/\/adcapspi.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1525\/revisions\/1526"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adcapspi.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1525"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcapspi.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1525"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adcapspi.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1525"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}